domingo, 7 de março de 2010
O COMBOIO
O COMBOIO
1856-Inauguração da linha de caminho de ferro - Lisboa Carregado
"Grande acontecimento, o caminho de ferro! A vantagem da sua construção em Portugal fora discutidíssima [...]. era curioso ouvir nos serões lá de casa as diversas opiniões [...] a Nação ia gastar montes de libras e um país que possuía o Tejo e o Douro não precisava de mais nada. Os rios muito mais seguros e muito mais barato. Outro dizia que só começassem os comboios onde acabassem os rios [...]. Em todo o caso a maioria era pelo caminho de ferro [...].
Chegou enfim, o solene dia da inauguração [...]. Murmurava-se insistentemente que a ponte de Sacavém não podia resistir ao peso.
Finalmente avistámos longe um fumozinho branco [...]. Quando o comboio se aproximou vimos que trazia menos carruagens do que supunhamos. Vinha festivamente engalanado o vagão em que viajava El-Rei D. Pedro V. O comboio parou um momento na estação de onde se ergueram girândolas de foguetes: Vimos El-Rei debruçar-se um instante e fazer-nos uma cortesia [...]
Só no dia seguinte ouvimos contar certas peripécias dessa jornada da inauguração. A máquina, das mais primitivas, não tinha força para puxar todas as carruagens que lhe atrelaram, e fora-as largando ao longo da linha.
[...] Passaram muita fome os que ficaram pelo caminho. Esses desprotegidos da sorte, semeados pela linha, só chegaram alta noite a Lisboa depois de variadíssimas aventuras [...] Até andou gente com archotes pela linha, à procura dos náufragos do progresso."
Testemunho da Marquesa do Cadaval, (Adaptado).
A MALAPOSTA

A "Mala Posta" ou "Diligência" era uma carruagem puxada por duas parelhas de cavalos. A partir da 2ª metade do séc. XIX, transportava o correio e alguns passageiros. A partir de 1855, começou a circular a Malaposta na estrada Lisboa-Porto. Demorava 34 horas, sendo os cavalos substituídos diversas vezes durante a viagem.
Os lavradores mailos filhos
A terra estrumam, e depois
os bois atrelam ao arado
E ouve-se além do descampado
Num ímpeto aos berros: - Eh! bois!
E, enquanto a velha mala-posta,
A custo vai subindo a encosta
Em mira ao lar dos meus Avós,
Os aldeões, de longe, alerta,
Olham pasmados, boca aberta...
A gente segue e deixa-os sós."
António Nobre, Só
sábado, 27 de fevereiro de 2010
PORTUGAL NA SEGUNDA METADE DO SÉC.XIX
VAMOS COMEÇAR UM NOVO SUBTEMA
Vejam este pequeno filme com algumas profissões destes tempos antigos
Olhai, senhores, esta Lisboa d'outras eras...
... ... ...
Das festas,
das seculares procissões,
Dos populares pregões matinais
que já não voltam mais!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sábado, 4 de abril de 2009
CURIOSIDADES DO ESTADO NOVO
VISUALIZA AS ANIMAÇÕES DO
Centro de Documentação 25 de Abril

SALAZAR - As Restrições às Liberdades
Foi também proibido o direito à greve que, quando se davam, eram reprimidas violentamente.
Ao serviço do regime estava também a Legião Portuguesa, organização armada, e a Mocidade Portuguesa, organização juvenil a que pertenciam obrigatoriamente os jovens entre os 7 e os 14 anos.
ESTADO NOVO - AS OBRAS PÚBLICAS
As obras públicas
A reorganização das finanças públicas permitiu ao país acumular reservas de dinheiro.
Entre 1939 e 1945 deu-se a 2ª Guerra Mundial em que Portugal não participou. Esta neutralidade permitiu a Portugal aumentar as exportações para os países em guerra, o que aumentou as reservas em ouro do Banco de Portugal.
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Parte dessas reservas foram aplicadas em obras públicas:
- estradas e pontes (entre estas a ponte sobre o Tejo);
- edifícios públicos: tribunais, quartéis, estações de correios,...;
- escolas primárias, liceus e universidades;
- barragens hidroeléctricas;
- hospitais.
Esta política de obras públicas facilitou o crescimento do turismo e de grandes indústrias. No entanto não foi suficiente para que Portugal recuperasse do atraso em que se encontrava.
Nas zonas rurais, sobretudo, mantinha-se o desemprego e as más condições de vida que levaram milhares de portugueses a emigrar.











